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HPV e câncer: entenda a relação entre essas doenças e como preveni-las

Saiba mais sobre o HPV e entenda como ele pode evoluir para um diagnóstico de câncer.

O HPV (Papilomavírus Humano) é um dos vírus mais comuns do mundo, mas ainda carrega muitos mitos e desinformações. Ele é transmitido principalmente pelo contato sexual e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Muitas vezes, escutamos falar sobre HPV apenas em relação ao câncer de colo do útero, mas a verdade é que ele também pode causar outros tipos de câncer, como os de pênis, ânus, vagina, vulva e orofaringe.

A falta de informação faz com que muitas pessoas subestimem a importância da prevenção, quando, na realidade, entender o HPV é um passo fundamental para se proteger. É por isso que, neste mês, a Rede Santa Catarina falará sobre essa doença que pode, em alguns casos, ser o princípio de um diagnóstico de câncer.

Tipos de HPV e seus riscos para desenvolvimento de câncer

Os diferentes tipos de HPV podem ser divididos entre os de baixo e alto risco. Enquanto os de baixo risco são mais conhecidos por causarem verrugas genitais, os de alto risco podem levar ao desenvolvimento de câncer. Os tipos 16 e 18, por exemplo, são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, de acordo com o INCA. Mas os impactos do HPV vão além desse tipo de tumor:

  • Câncer anal: o câncer anal é fortemente associado ao HPV, especialmente os tipos 16 e 18. A infecção pode provocar alterações celulares que levam ao desenvolvimento do tumor, sendo mais comum em pessoas imunossuprimidas, na população LGBTQIAP+ e em pacientes com histórico de infecção pelo HIV. Além disso, indivíduos que praticam sexo anal receptivo também apresentam maior risco. O tratamento envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença.
  • Câncer de orofaringe: o HPV também está ligado ao câncer de orofaringe, que inclui amígdalas e base da língua. Esse é o subtipo mais associado ao vírus, principalmente entre indivíduos que praticam sexo oral sem proteção. O vírus pode permanecer na mucosa da boca e, ao longo dos anos, levar à formação de tumores. A detecção precoce é essencial, e o tratamento inclui cirurgia, radioterapia e, em casos mais avançados, terapia-alvo e imunoterapia.
  • Câncer de pênis: no caso do câncer de pênis, o HPV está presente em até 50% dos diagnósticos. A infecção crônica pode causar lesões precursoras, que, se não tratadas, evoluem para o câncer. A cirurgia é a principal opção terapêutica, podendo variar de remoção localizada até procedimentos mais agressivos, como a amputação parcial ou total do órgão.

Apesar disso, é importante lembrar que ser diagnosticado com HPV não significa automaticamente que a pessoa desenvolverá um câncer. A infecção pelo vírus pode ser transitória ou persistente. Em muitos casos, o sistema imunológico consegue eliminar o HPV naturalmente dentro de dois anos, sem que a infecção cause danos graves. No entanto, quando a infecção é persistente, o vírus pode provocar alterações celulares que aumentam o risco de surgimento de tumores.

Sintomas, diagnóstico e tratamento de HPV

Uma das grandes dificuldades em relação ao HPV é que ele é silencioso. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas, o que faz com que o vírus possa ser transmitido sem que seus portadores saibam. Quando aparecem, os sinais mais comuns são as verrugas genitais, mas lesões precursoras do câncer, como as detectadas no exame de Papanicolau, não costumam causar qualquer tipo de incômodo. Justamente por isso, os exames de rotina são tão importantes. O Papanicolau, por exemplo, é essencial para detectar alterações no colo do útero antes que elas evoluam para um quadro mais grave.

Além do Papanicolau, o teste de HPV de alto risco já é utilizado como método complementar de rastreamento em alguns protocolos médicos, especialmente para mulheres acima de 30 anos. Para homens e mulheres, há também exames específicos que identificam a presença do DNA do vírus. Vale ressaltar que não existe exame de sangue para HPV, o que reforça a necessidade de consultas regulares ao ginecologista ou urologista.

Apesar de ainda não haver uma cura para o HPV, existem tratamentos eficazes para as lesões causadas pelo vírus, como cauterização, crioterapia, laser e cirurgia. Cada caso é avaliado de forma individual, e o acompanhamento médico é indispensável para garantir que a infecção não evolua para uma condição mais grave.

Prevenção: a arma mais poderosa contra o HPV e o câncer

A melhor estratégia contra o HPV é, sem dúvida, a prevenção. A vacina contra o vírus é segura, eficaz e recomendada para meninos e meninas a partir dos nove anos. Ela protege contra os tipos de HPV mais perigosos e é fundamental para reduzir a incidência de cânceres relacionados ao vírus.

Embora a vacinação seja preferencialmente indicada para adolescentes antes do início da vida sexual, adultos de até 45 anos ainda podem se beneficiar, especialmente se nunca tiveram contato com o vírus. A vacina pode ajudar a prevenir novas infecções e reduzir o risco de desenvolver complicações associadas ao HPV.

Além da vacina, o uso do preservativo durante as relações sexuais também ajuda a diminuir os riscos de transmissão, embora não seja uma proteção absoluta, já que o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pelo preservativo. Para as mulheres, manter os exames preventivos em dia é uma das maneiras mais eficazes de detectar cedo qualquer alteração no colo do útero.

Mitos e verdades sobre HPV

Muitas dúvidas e equívocos cercam o HPV, o que pode gerar medo e estigma em relação ao vírus. Algumas pessoas acreditam, por exemplo, que ter HPV é sinal de infidelidade, mas a verdade é que o vírus pode permanecer adormecido por anos no organismo antes de se manifestar. Outras pensam que, uma vez infectadas, não precisam mais se preocupar com o uso do preservativo, o que é um erro, já que existem vários tipos do vírus e a infecção por um não impede a aquisição de outro.

Para quem recebe um diagnóstico positivo, lidar com o HPV pode ser um desafio emocional, especialmente por conta da desinformação. Buscar apoio médico e dialogar abertamente com o parceiro(a) são atitudes essenciais para enfrentar essa situação com mais tranquilidade.

Informar-se sobre o HPV é o primeiro passo para se proteger. Conhecer a relação entre o vírus e o câncer, entender os meios de prevenção e manter os exames em dia são atitudes que fazem toda a diferença.

A vacina, os preservativos e os exames regulares são aliados valiosos na luta contra o HPV e suas complicações. Por isso, cuide da sua saúde e procure um profissional para tirar dúvidas e se proteger da melhor forma possível. O conhecimento é uma das ferramentas mais poderosas que temos para combater doenças preveníveis como essa.

Para saber mais, confira outros artigos do Blog Combate ao Câncer, da Rede Santa Catarina:

Por Dr. Kelio Silva Pinto – Médico Oncologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição

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