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ISTs e câncer: qual é a relação entre as doenças?

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) podem ter consequências sérias para a saúde, inclusive o desenvolvimento de câncer. Isso porque algumas delas estão diretamente ligadas ao aumento do risco de certos tipos de câncer, como o HPV (papilomavírus humano), que pode causar câncer de colo uterino, canal anal, pênis e alguns tipos de câncer de garganta.

É importante destacar que, desde 2016, a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) por orientação do Ministério da Saúde, por precisão no contexto de saúde pública e por se alinhar melhor à terminologia internacional da OMS.

O HPV é um vírus comum que pode ser transmitido por meio do contato sexual, e algumas cepas podem causar alterações celulares que podem, com isso, levar ao câncer. O câncer de colo uterino é o mais conhecido e diretamente relacionado ao HPV.

A atenção se dá quando a infecção persistente pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-malignas que, se não forem tratadas, podem evoluir para o carcinoma invasivo. A vacinação contra o HPV é uma maneira eficaz de prevenir a infecção por certas cepas do vírus e reduzir o risco de desenvolver câncer, bem como o rastreamento regular por meio de exames ginecológicos e consultas médicas de rotina.

A vacina contra o HPV é recomendada para pessoas de todas as idades até os 26 anos e é distribuída gratuitamente pelo SUS. Confira as principais indicações:

  • Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto; administrar conforme a indicação da situação vacinal uma ou duas doses.
  • Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto; administrar conforme a indicação da situação vacinal, completando três doses da vacina HPV (0, 2, 6 meses).
  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de 2 doses; adolescentes que receberem a primeira dose dessa vacina nessas idades poderão tomar a segunda dose mesmo se ultrapassado os seis meses do intervalo preconizado, para não perder a chance de completar o seu esquema.
  • Mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos; esquema de três doses (0, 2, 6 meses), independentemente da idade.
  • A vacina não previne infecções por todos os tipos de HPV, mas é dirigida para os tipos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18; os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo.


Além do HPV, outras ISTs também estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer, como o HIV (vírus da imunodeficiência humana), cuja infecção aumenta o risco de linfomas não Hodgkin, sarcoma de Kaposi e câncer de colo uterino invasivo. O vírus causador das hepatites B e C, causando hepatite crônica, aumenta consideravelmente o risco de câncer no fígado. Com esse quadro, a prevenção envolve o uso de preservativos e o não compartilhamento de seringas e agulhas, além do tratamento precoce.

Em resumo, a prevenção é fundamental. Praticar sexo seguro, realizar exames regulares, educação e conscientização são essenciais para combater as doenças sexualmente transmissíveis e reduzir o risco de câncer associado a elas. Converse com um profissional de saúde sobre as medidas que devem ser adotadas para se proteger e manter sua saúde sexual em dia e sem riscos.

Por: Carlos Roberto Vidal, oncologista do HSJ 

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