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CÂNCER DE PRÓSTATA: DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DOS TRATAMENTOS

– Do Hospital São José

O câncer de próstata é uma doença extremamente silenciosa e traiçoeira e os primeiros sintomas que surgem decorrentes deste câncer são apenas quando ele já se encontra em fase avançada, com maior dificuldade no controle da doença e, por isso, é importante o paciente buscar o diagnóstico antes desses sintomas aparecerem.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde de 2022, foram mais de 65 mil diagnósticos de câncer de próstata. Grande parte desta taxa de incidência se dá, justamente, ao diagnóstico tardio ou à dificuldade do homem em procurar um médico na sua rotina de cuidados.

De acordo com o Dr. Manoel Pombo, chefe do setor de Urologia do Hospital São José e professor universitário, a avaliação de rastreamento do câncer de próstata a partir dos 50 anos de idade consiste em uma consulta médica com uma anamnese, isto é, perguntas sobre sua saúde em geral e, em particular, sobre os sinais de doenças prostáticas.

“Em seguida, temos o exame físico, que consiste em uma avaliação geniturinária, com ênfase na avaliação prostática através do toque retal, onde se avalia o tamanho, consistência, presença de nódulos ou endurecimentos, pontos de dor, mobilidade e demais características do órgão. O exame de toque avalia não apenas a possibilidade de um câncer, mas também sobre a hiperplasia prostática benigna e a saúde retal e do canal anal”, explica o médico.

Para completar a avaliação, é solicitada a dosagem de PSA livre e total. Caso algum desses exames esteja alterado, é necessário prosseguir a investigação. Já o próximo passo, desde que possível, é a realização da ressonância magnética nuclear multiparamétrica da próstata, que permite identificar nódulos ou áreas suspeitas e nos dá uma classificação do grau de probabilidade da existência de um câncer.

De acordo com o especialista, caso haja uma classificação suspeita de câncer, é indicada a biópsia, que, ao se ter o resultado da ressonância, facilita a localização das áreas suspeitas. Desta maneira, a biópsia faz o diagnóstico definitivo da doença e, por isso, é importante no processo de vigilância.

“Diagnosticado um câncer na próstata, precisamos estadiar a doença, isto é, através dos dados clínicos e de exames complementares, saber se ela se encontra localizada na próstata, ou se já tem enraizamento localmente ou a distância, que são as metástases. Para os tumores localizados ou pouco avançados localmente, podemos indicar o tratamento cirúrgico, que pode ser realizado por cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica em centros que possuam esta plataforma de acesso à próstata”, aponta Dr. Manoel.

Outra opção de tratamento é a radioterapia, que também pode ser indicada para tratamento nas fases de tumores localizados ou avançados localmente de forma leve. Ambos os tratamentos têm vantagens e desvantagens e, segundo o médico, a opção de tratamento deve sempre ser conversada com o paciente para uma decisão conjunta.

“No caso de tumores mais avançados, já não temos tratamentos com propostas curativas. Nos pacientes com metástases locais ou a distância, a proposta de tratamento é a terapia de supressão hormonal, onde se bloqueia a testosterona de forma cirúrgica, através da retirada da parte dos testículos que produz a testosterona, ou a de bloqueio da testosterona por meio de medicamentos, lembrando que esses tratamentos também precisam de indicações precisas e acompanhamento médico, devido a produzirem efeitos colaterais”, pontua.

Nas fases iniciais da doença, podemos nos deparar com casos de tumores malignos da próstata, porém, com grau de agressividade muito baixo, e, nestes casos, podemos propor uma vigilância ativa da doença, que consiste em controlar esse tumor com consultas trimestrais e rebiópsia da próstata para avaliar se o câncer está se mantendo com comportamento controlado ou está evoluindo.

“A medicina evoluiu muito, e, atualmente, os efeitos adversos estão cada vez mais raros, mas podem ocorrer. Os possíveis efeitos colaterais dos tratamentos com objetivo de cura são: através da cirurgia, possibilidade de incontinência urinária, disfunção erétil, estreitamento do canal da urina e lesão intestinal; no caso da radioterapia, também podemos ter a possibilidade de serem observados incontinência urinária, disfunção erétil, lesões na bexiga que levam a sangramento urinário, lesões intestinais que levam a sangramento intestinal, estreitamento do canal da urina, entre outros menos comuns; já no caso das terapias de supressão hormonal, teremos possibilidade de aumento de peso, com consequente elevação das taxas de glicose, pressão arterial, colesterol, triglicerídeos e suas complicações, aumento de casos de tumores de intestino, desinteresse sexual, entre outros”, pontua o Dr. Manoel Pombo.

De acordo com o chefe do serviço de Urologia do HSJ, vida saudável com alimentação balanceada, atividade física, evitar a obesidade, o fumo e as bebidas alcoólicas estão entre as rotinas “amigas” da próstata saudável.

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