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Outubro Rosa: câncer de mama ainda é a principal causa de morte de mulheres no Brasil

Especialistas do Hospital Santa Teresa falam sobre autocuidado e prevenção de doenças que afetam o público feminino.

O câncer de mama ainda é a principal causa de morte por câncer na população feminina no Brasil. Segundo pesquisas feitas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2022, as maiores taxas de óbitos pela doença ocorreram nas regiões sudeste e sul.

A campanha Outubro Rosa, que surgiu nos Estados Unidos nos anos 90, tem o objetivo de incentivar o autocuidado e conscientizar sobre a importância da detecção precoce da doença.
No Hospital Santa Teresa, o Outubro Rosa é celebrado em meio à campanha da Rede Santa Catarina “Minha cor é a saúde”, que também abrangeu o Setembro Vermelho e o Novembro Azul.

Neste mês de outubro, a mastologista Roberta Furtado, que integra a equipe de mastologistas do HST, falou sobre o câncer de mama e explicou sobre os tratamentos e sintomas. A médica afirma que nódulos nos seios são comuns e que a maioria deles é benigna. Contudo, destaca que nódulos devem ser investigados quando aparecerem em mulheres acima dos 50 anos. Já em mulheres mais jovens, se os nódulos persistirem por mais de um ciclo menstrual, ela deve buscar um especialista para avaliação.

O câncer de mama começa a dar sinais de forma discreta, mas pode ser percebido pela própria mulher por meio do toque e da observação de seus seios. “A principal manifestação do câncer de mama, presente em até 90% dos casos, é um caroço endurecido, fixo e geralmente indolor. Mas a doença também pode se manifestar através de alterações no bico do peito, nódulos na região embaixo dos braços, saída espontânea de líquido por um dos mamilos e pele da mama avermelhada ou com aspecto de ‘casca de laranja’”, explicou a mastologista.

“Olhe, apalpe e sinta suas mamas no dia a dia. Toda mulher, independentemente da idade, pode e deve conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas e, assim, ficar alerta para um sinal ou sintoma suspeito de câncer de mama”, recomendou.
A especialista lembra que apesar de o autoconhecimento de suas mamas ser fundamental, ele não substitui a mamografia, que deve ser realizada anualmente em mulheres acima dos 40 anos. Isso, porque este é um exame que pode identificar precocemente o câncer de mama, antes mesmo de a mulher começar a apresentar algum sintoma.

“O câncer de mama não tem uma causa única, diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença. Nem todos os fatores podem ser modificáveis, mas alguns podem. Sabemos que 28% dos casos podem ser evitados por meio de hábitos de vida saudáveis. Portanto, a orientação é procurar praticar atividades físicas, manter o peso corporal saudável e evitar o consumo de bebidas alcóolicas e cigarro. Além disso, a amamentação protege contra este tipo de câncer e deve ser estimulada, quando possível, pelo maior tempo possível”, aconselhou Roberta.

Saúde da mulher: câncer no colo do útero

Outro motivo para as mulheres ficarem atentas ao seu corpo e sua saúde é o câncer de colo de útero. Este já atingiu mais de 16 mil mulheres no ano de 2022, segundo dados do INCA. No Brasil, o exame indicado pelo Ministério da Saúde para rastreio deste tipo de câncer é o Papanicolau.

“O rastreio para a prevenção do câncer é feito com o Papanicolau e, quando detectada alguma alteração, a paciente é encaminhada para colposcopia e biopsia”, explicou Diane Leite, ginecologista do Hospital Santa Teresa.

A médica ressalta também que o câncer no colo uterino não tem sintomas. Em algumas mulheres podem ocorrer sangramentos após a relação sexual e dor, mas não é uma regra. Ela diz ainda que a prevenção pode começar a ser realizada bem cedo, ainda no período da infância: “Hoje a prevenção é realizada ainda na infância, com a vacinação de meninos e meninas contra o HPV, e as coletas de Papanicolau e citologia em meio líquido para pesquisa de HPV, a partir dos 25 anos”, completou a especialista.

Sobre o tratamento para a enfermidade, Diane disse que depende do estágio em que a doença se encontra. Quando inicial, uma pequena cirurgia no colo uterino já pode resolver o problema. Já em casos em que o tumor é mais progressivo, pode ser necessário a histerectomia e/ou radioterapia e quimioterapia também.

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